Rio Grande Yacht Club promove a 7ª edição da Regata Clarimundo Monteiro

O Rio Grande Yacht Club realiza, nos dias 5 e 6 de setembro de 2026, a 7ª edição da Regata Clarimundo Monteiro, tradicional competição do calendário náutico de Rio Grande. O evento será disputado em duas etapas, reunindo embarcações de diferentes classes e modalidades.

A programação começa no sábado, 5, com as provas de Monotipos, que terão largada prevista para as 14h, na raia do Marambaia. Estarão em disputa as classes Snipe, ILCA 6 e ILCA 7, com três regatas programadas.

Acesse aqui o link para inscrição monotipos

No domingo, 6, será a vez da vela de Oceano, com a participação das classes ORC, BRA-RGS e RGS Cruiser. A largada está programada para as 14h, com tempo limite até as 18h e premiação prevista para as 19h.

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Na competição de Oceano, os barcos das classes ORC, BRA-RGS e RGS Cruiser terão seus resultados definidos por tempos corrigidos, calculados pelo sistema de tempo sobre tempo. Também estará em disputa a Fita Azul, destinada ao primeiro barco a completar o percurso.

A programação prevê ainda premiação para os três primeiros colocados das classes ORC, BRA-RGS e RGS Cruiser, além do primeiro colocado na Fita Azul. Entre os Monotipos, serão premiados os três primeiros colocados de Snipe, ILCA 6 e ILCA 7.

As inscrições podem ser realizadas na secretaria do Rio Grande Yacht Club ou pela internet. Para os Monotipos, a taxa é de R$ 15 por tripulante até 1º de setembro, passando para R$ 20 até a data da competição. Para Oceano, o valor promocional de R$ 15 por tripulante também é válido até 1º de setembro, com a taxa passando a R$ 20 após essa data.

A 7ª Regata Clarimundo Monteiro é uma realização do Rio Grande Yacht com patrocínio: Wilson Sons, Portos RS e WD House.

Clarimundo “Boy” Monteiro

Clarimundo Monteiro, carinhosamente conhecido como Boy, ocupa um lugar especial na história do Rio Grande Yacht Club. Marinheiro do clube por muitos anos, tornou-se uma figura marcante pela profunda experiência com o mar e as embarcações, além da simpatia e da disposição com que recebia velejadores e visitantes.

Ainda jovem, Clarimundo trabalhou para o Sr. Vivian Wigg. Possivelmente oriundo da região da Marítima, recebeu desde menino o apelido de Boy, que com o tempo se transformou em Boi e, posteriormente, em Bororó. Mais do que apelidos, as diferentes formas de chamá-lo revelavam a proximidade e o carinho construídos ao longo dos anos com a comunidade do clube.

Sua atuação no Rio Grande Yacht Club ultrapassava as funções de marinheiro. Boy era responsável pelo cuidado com o clube, suas embarcações e patrimônios, mas também exercia, muitas vezes, um papel de orientação junto às novas gerações. Durante anos, era comum que pais deixassem seus filhos no clube sob os cuidados e a confiança de Clarimundo, reconhecido por sua responsabilidade e pelo conhecimento adquirido ao longo de uma vida ligada ao mar.

A relação com a vela também se estendeu às comissões de regata. Segundo o comandante e Comodoro do Rio Grande Yacht Club, Richard Grantham, Boy foi durante muitos anos o “fiel escudeiro” de seu pai nas competições realizadas pelo clube. As conversas e trocas de ideias entre os dois ficaram registradas na memória de Richard, que considera justa a homenagem permanente prestada pelo RGYC a Clarimundo Monteiro.

“Suas conversas e troca de ideias são memoráveis! Nada é mais justo o RGYC continuar homenageando-o, cultuando sua memória!”, relata o Comodoro, ao recordar a importância de Boy para a história do clube. Em sua lembrança, deixa também uma mensagem que traduz a permanência de Clarimundo na memória da comunidade náutica: “Viva para sempre Clarimundo Monteiro! Continue cuidando dessa nova gurizada que anda velejando por aí…”.

A presença de Boy, no entanto, não ficou restrita às dependências do Rio Grande Yacht Club. Seus bordões e histórias permanecem vivos entre aqueles que conviveram com ele, sendo lembrados também fora do clube.

O reconhecimento à sua trajetória ultrapassou os limites de Rio Grande. Em 1991, Clarimundo foi convidado a visitar o Veleiros do Sul, em Porto Alegre, como forma de reconhecimento pela atenção, cordialidade e fidalguia com que costumava receber os velejadores da capital no Rio Grande Yacht Club. Na ocasião, também foi homenageado pelo clube, conforme relato de Jorge Vidal.

A trajetória de Clarimundo “Boy” Monteiro se confunde, assim, com parte da própria história do Rio Grande Yacht Club. Sua dedicação ao clube, o conhecimento do mar, a convivência com gerações de velejadores e a maneira singular de acolher quem chegava fizeram dele uma referência que permanece na memória da vela gaúcha.

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