Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 fortalece tradição náutica e integração regional

Às 14 horas e 10 minutos do dia 11 de março de 2026 18 veleiros de nacionalidades brasileira, uruguaia e argentina partiram de Puerto Buceo, em Montevideu, rumo ao Canal da Barra em Rio Grande, Brasil. Mas esse não foi o começo da Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026.

A Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 começa em 10 fevereiro de 1963, quando doze veleiros partiram do mesmo ponto de origem para dar início a esta história. A mesma travessia oceânica internacional se repetiu em 1975, 1976 e retomada após 50 anos na Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026.

Um capítulo importante para construção da edição de 2026 desta regata, foi escrito em 2023, no I Fórum da Economia Azul, em Rio Grande, onde se fortalece o interesse em retomar a travessia e formam-se as primeiras parcerias para organização da prova. É então que o Rio Grande Yacht  Club, assume o leme dessa jornada e começa o trabalho.

Somaram forças na organização os clubes internacionais: Yacht Club Uruguayo e Yacht Club Argentino, além de contar com o apoio dos clubes porto-alegrenses: Clube dos Jangadeiros e Veleiros do Sul.

Outro passo importante para a viabilizar a realização da Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 foi a integração de forças públicas e privadas de Rio Grande e, fundamentalmente, a inclusão da Regata no Festimar, evento que celebra a vocação marítima e a cultura náutica rio-grandina.

Assim, após cerca de 300 milhas, 3 dias de navegação e muitos anos de construção, às 15 horas e 10 minutos do dia 14 de março, com a chegada do veleiro brasileiro Guga Buy, a Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 foi concluída com sucesso. Dos 18 veleiros que largaram, 8 brasileiros, 8 uruguaios e 2 argentinos, 12 deles cruzaram a linha de chegada e foram registradas 6 desistências.

A Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 é uma realização do Rio Grande Yacht Club, Yacht Club Uruguayo, Yacht Club Argentino e Festimar com patrocínio: Wilson Sons, Equinautic, Portos RS e SAAM Towage, e apoio: Marinha do Brasil, Prefeitura do Rio Grande, Swan Hotéis, Plan Madeiras, Spot de Aluguel, Livedot, Catavento Meteorologia, Reparmar Reparos Navais, Marfrig, Souwd House, Manobras Serviços Marítimos, Sindanave, Comel Rio Grande e Embrasmaqui.

VILA NÁUTICA

Para receber as embarcações competidoras da Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026, integrando comunidade e velejadores, foi criada a Vila Náutica, um espaço montado no Cais do Porto Velho de Rio Grande que funcionou como o “coração em terra” do evento. Mais do que uma área de apoio logístico, ela foi o ponto de encontro entre a regata e a cidade, concentrando atividades que aproximam a população do esporte da vela.

Com programação artística e cultural, visitação ao Acervo Histórico do Porto de Rio Grande e praça de gastronomia, a Vila Náutica foi o espaço de acolhida tanto para a comunidade de Rio Grande, quanto para as tripulações que atracaram no Cais do Porto Velho ao final da regata, transformando a competição oceânica em um evento aberto à comunidade, movimentando o turismo, valorizando a cultura náutica e reforçando a identidade marítima de Rio Grande.

LIDERANÇAS EM DESTAQUE

Para realização de um evento nas dimensões da Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 foi imprescindível a união de forças, contando com diversas parceiras. O Comodoro do Rio Grande Yacht Club, Luiz Carlos Fossati, ressaltou que “ sem os velejadores e sem a ajuda de todos os patrocinadores, apoiadores e colaboradores nós não teríamos conseguido atingir a qualidade do evento que nós tivemos”.

Autoridades e representantes de instituições destacaram o significado histórico, esportivo e econômico da retomada da Regata Rio de la Plata – Rio Grande. O vice-comodoro do Yacht Club Uruguayo, Carlos Murguía, ressaltou o esforço conjunto dos clubes do Brasil, Uruguai e Argentina para viabilizar o evento e destacou que a retomada ocorre em um momento especial para a entidade uruguaia, que celebra 120 anos de história. Segundo ele, a regata representa “uma verdadeira festa do mar” e contou também com o importante apoio da Armada do Uruguai.

Na mesma linha, o comodoro do Yacht Club Argentino, Alberto Urani, afirmou que recuperar a regata após cinco décadas é fundamental para fortalecer a integração entre os países da região. Para ele, trata-se de “uma regata de gaúchos”, marcada por uma cultura comum entre argentinos, uruguaios e brasileiros, com potencial de crescer nas próximas edições e reunir ainda mais barcos.

O presidente do conselho da Associação Arranjo Produtivo Local Marítimo RS (APL) e membro do Conselho Deliberativo do Rio Grande Yacht Club, Richard John Grantham, destacou que eventos náuticos desse porte geram emprego, renda e oportunidades para o município, reforçando a importância da chamada Economia Azul. Ao mesmo tempo, alertou para a necessidade de investimentos em infraestrutura náutica, especialmente no desassoreamento dos canais e docas, condição essencial para garantir segurança à navegação e permitir a expansão do evento.

A prefeita de Rio Grande, Darlene Torrada Pereira, afirmou que a Vila Náutica e a regata expressam a essência da cidade “a relação com as aguas, o olhar para nossa história, a integração entre as pessoas do mar e as pessoas que constroem a nossa cidade, Rio Grande é uma cidade construída a muitas mãos e que tem no mar a sua essência”, afirma a prefeita.

O vice-almirante e comandante do 5º Distrito Naval, José Achilles Abreu Jorge Teixeira, destacou que a retomada de uma regata tradicional, após cerca de 50 anos, representa também um impulso para a economia do Rio Grande do Sul, especialmente para a cidade de Rio Grande, reforçando ainda a mensagem de que o município é a Capital Nacional das Águas, vocação que deve ser compreendida como oportunidade de desenvolvimento mantendo vivos os laços históricos com o mar.

Já o ex-embaixador do Uruguai no Brasil, Guillermo Valles Galmes, enfatizou a importância da competição como símbolo de amizade e fraternidade entre os povos do Cone Sul. Para ele, além da tradição entre os clubes náuticos, a regata também reforça o olhar estratégico para o oceano e para as águas como elemento central do comércio, da cultura e da identidade comum que une argentinos, uruguaios e rio-grandenses. “Somos gaúchos da terra e gaúchos da água O mais importante é a amizade, a fraternidade entre todos nós. O mundo guerra e nós nos reconhecendo aqui como irmãos”, disse ele.

O secretário-adjunto de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar, Edward Moraes, realçou que a atividade náutica contribui para projetar Rio Grande nacional e internacionalmente, “mas, principalmente, para divulgar o nosso município pela ótica do mar, valorizando essas águas, somos a Capital Nacional das Águas e precisamos valorizar mais as águas que nos circundam”, afirmou.

Já a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Letícia Vanzelote, destacou a importância do resgate cultural da regata para a cidade e manifestou o desejo de que os participantes levem consigo uma boa impressão de Rio Grande, incentivando novas visitas: “que todos que aqui estiveram presente nessa competição estejam levando da cidade do Rio Grande uma narrativa de um lugar para se voltar”, disse ela.

Ainda, a embaixadora do Festimar, Emilly Baumbach, afirmou que a retomada da competição integra a agenda esportiva do festival e contribui para movimentar a economia local, fomentar o turismo e fortalecer a conexão histórica da cidade com o mar.

VELEIRO FITA AZUL – TROFÉU VITO DUMAS

Um jovem senhor de 77 pés de comprimento e quase 40 anos de história chamado Congere foi o veleiro fita azul, primeiro barco a concluir a Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026, sendo homenageado com o Troféu Vito Dumas, distinção que carrega o nome de um dos maiores ícones da navegação em solitário da história. A escolha do homenageado vai além da façanha esportiva e reforça um elo histórico e afetivo com Rio Grande e o Rio Grande Yacht Club.

O troféu reverencia Vito Dumas, velejador argentino que se tornou lenda ao realizar, entre 1942 e 1943, a primeira circum-navegação do planeta pelo paralelo 40 graus Sul. A rota, marcada por frio extremo, mar sempre grosso e ventos violentos, foi batizada por ele de “40 Bramadores”. Foram 272 dias de navegação solitária a bordo do Lehg, um barco sem motor e sem tanque de água doce, onde a sobrevivência dependia da chuva e de improvisos como folhas de jornal para isolamento térmico.

Há um capítulo pouco conhecido, mas decisivo, que explica a escolha do nome do troféu e a associação direta de Vito Dumas com o clube. Em 1932, durante sua primeira travessia do Atlântico, Dumas encalhou em Mostardas, no litoral do Rio Grande do Sul, a bordo do Lehg I. Acolhido pelo em Rio Grande pelo RGYC, recebeu apoio e hospitalidade em um momento crítico da jornada.

Em sinal de gratidão, Dumas presenteou o clube com a cruzeta do mastro de seu barco, gesto que selou uma relação histórica entre o navegador e a instituição. Cruzeta esta que ficou eternizada como o troféu da prova. Esse episódio transformou o RGYC em guardião de uma memória viva da navegação oceânica e ajuda a compreender por que o nome de Vito Dumas ecoa com tanta força na Regata Rio De La Plata–Rio Grande.

Já a história do primeiro veleiro a receber o Troféu Vito Dumas também merece ser destacada. O Congere, veleiro de regata de bandeira norte-americana pertencente ao iatista Bevin Koeppel, do Yacht Club de New York, encalhou no litoral do Rio Grande do Sul em 5 de fevereiro de 1990, cerca de 30 km da Praia do Hermenegildo, após um erro de navegação durante a Regata Buenos Aires–Rio.

Abandonado por cerca de dois anos, o Congere foi depois levado para Rio Grande, adquirido da seguradora por velejadores gaúchos e nacionalizado. Em 2001 iniciou um longo processo de restauração no Veleiros do Sul, voltando a navegar em 22 de agosto de 2006.

PREMIAÇÃO POR CLASSES

Além de homenagear o primeiro barco a cruzar a linha de chegada, o Fita Azul, com o Troféu Vito Dumas, a Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 premiou os competidores em suas classes ORC e PHRF.

As classes ORC e PHRF são sistemas de medição e compensação de desempenho usados em regatas de vela para permitir que barcos diferentes possam competir entre si de forma justa. Como cada veleiro tem tamanho, peso, formato de casco e velas diferentes, esses sistemas aplicam fatores de correção no tempo de chegada, transformando o tempo real de prova em tempo corrigido.

A classe ORC (Offshore Racing Congress) utiliza um sistema técnico internacional baseado em medições detalhadas do barco, como casco, quilha, mastreação, velas e deslocamento. Com esses dados, um software calcula o potencial de velocidade do veleiro em diferentes condições de vento e percurso, gerando um certificado de rating que define como o tempo será corrigido.

Já a classe PHRF (Performance Handicap Racing Fleet) é um sistema mais simples e prático. Em vez de medições completas, cada barco recebe um handicap em segundos por milha, baseado no desempenho histórico daquele modelo de barco. Durante a regata, esse valor é aplicado ao tempo real para calcular o resultado corrigido.

Resultado Final – Classe ORC

1º LADY, Uruguai, YCU, comandante Nicolás Gonzales

2º AROSA XI, Uruguai, YCU, comandante Volker Khupper

3º STERNA, Brasil, RGYC, comandante Henrique Ilha

4º Cavalo Loko, Brasil, CDJ, comandante Alex Lessa

5º CANGREJO, Argentina, YCA, comandante Pedro Ferrero

6º HORIZONTE, Argentina, YCA, comandante Scott Perry

7º SANS FAÇON, Uruguai, YCU, comandante Roland Hennenbert (DNF)

Resultado Final – Classe PHRF

1º ZERO, Brasil, CDJ, comandante Pedro Chiesa

2º CONGERE, Brasil, VDS, comandante Sergio Neumann

3º LUA, Uruguai, YCU, comandante José Romero

4º JOÃO DAS BOTAS, Brasil, EM MB, comandante Andre Ladeira

5º PEPO, Uruguai, YCPE, comandante Bruno Tagliabue

6º GUGA BUY, Brasil, ICSC, comandante Eduardo Zanella

7º DIADORIN, Brasil, ICSC, comandante Eduardo de Jong (DNF)

8º BOUNTY, Uruguai, YCU, comandante Alberto Demicheli (DNF)

9º MOONIE, Uruguai, YCU, comandante Anibel Bresque (DNF)

10º QUILLO, Argentina, YCA, comandante Ricardo Galvan (DNF)

11º ODISEO, Uruguai, YCU, comandante Marcelo Brunet (DNF)

NÚMEROS DA REGATA

Dentre as principais regatas internacionais que tem o Brasil como ponto de partida ou chegada, a Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 já é sucesso de competidores. Com 18 veleiros na raia de largada, a regata ultrapassou em participantes as últimas edições das regatas Cape2Rio e Buenos Aires – Rio.

Desde o começo da campanha de divulgação da Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 houve um expressivo incremento nas métricas dos organizadores. Ao final do evento somam-se mais de 500 mil visualizações das redes sociais e mais de 55 mil acessos ao site de rastreamento da prova.

Além dos números, os organizadores destacam a diversidade dos locais de acesso: quase 30 países diferentes e 451 cidades. Segundo o Comodoro do Rio Grande Yacht Club, Luiz Carlos Fossati: “isso mostra um interesse da população mundial em eventos de qualidade e que bem represente a vela”.

O sistema de monitoramento em tempo real permitiu seguir cada barco, ver sua posição e acompanhar a evolução da flotilha ao longo da travessia. Desta forma, a possibilidade de acompanhar on line, em tempo real, o andamento da prova ampliou o público da regata exponencialmente, além de garantir a segurança dos competidores e transparência da prova.

Essa inovação foi viabilizada pela parceria com as empresas Spot de Aluguel e Livedot Tracking. Através da tecnologia de GPS e comunicação satelital, os equipamentos SPOT disponibilizaram informações de localização, velocidade, direção e outros dados relevantes, que são transmitidas para uma plataforma online ou aplicativo móvel, permitindo o acesso universal do evento. Além disso, o SPOT também possibilita ao competidor solicitar ajuda e notificar os serviços de busca e resgate em situações de emergência.

Ainda há que se destacar outra parceria que garantiu a realização desse evento, o trabalho exemplar, único e cirúrgico da Catavento Meteorologia que proporcionou previsões meteorológicas pontuais e exatas aos velejadores trazendo segurança e tranquilidade a todos durante a travessia.

HISTORIAS DA VELEJADOR

Dentre a centena de velejadores que participaram da Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026, algumas histórias se destacam pela relação com as edições anteriores. Para 3 competidores em especial a regata teve um sabor diferente.

Para o comandante Sergio Neumann, do veleiro Congere, a sua relação com a travessia entre o Rio de la Prata e o litoral do Rio Grande do Sul começou há quase meio século. Neumann contou que sua primeira participação ocorreu na edição de 1976, quando ainda era tripulante a bordo do veleiro Inca, um barco de 39 pés. Na época, além de ser sua estreia na regata, também foi a primeira experiência navegando em mar aberto e em água salgada, uma vivência que ele descreveu como marcante e decisiva para sua trajetória na vela.

Neumann reconhece que, embora os barcos contem com tecnologia, velas e equipamentos mais avançados, os princípios da navegação permanecem os mesmos. Quando recebeu o convite de repetir a travessia depois de meio século velejando, o comandante não hesitou em aceitá-lo, sendo uma oportunidade de reviver uma memória maravilhosa, nas palavras do comandante.

Outro velejador que também participou da edição de 1976 foi Nelson Ilha, renomado velejador brasileiro, juiz internacional de vela certificado pela ISAF (agora World Sailing) desde 1990 e instrutor da entidade. Ele relembrou que participou ainda jovem, aos 19 anos, a bordo do veleiro Orion, experiência que considera marcante em sua trajetória e no cenário da vela oceânica.

Nesta nova edição, Ilha voltou à competição ao lado dos irmãos Henrique e Pedro Ilha, além do filho Felipe, em uma tripulação familiar. Ele descreveu a travessia como uma das mais duras que já enfrentou, com ventos contrários e condições exigentes, mas avaliou o desempenho como bastante positivo, especialmente considerando que competiam com um dos menores barcos da flotilha.

Ainda, para o velejador Carlos Eduardo Bruno Gonçalves, a Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026, traz uma lembrança de família valorosa. Aos 10 anos de idade, o pequeno Carlos foi de carro com a família até a Argentina para encontrar um amigo do pai que estava construindo um barco. Três anos depois, em 1976, o pai de Carlos participou da 2ª Regata Porto Buceo – Rio Grande no veleiro Don Alberto, do comandante José Carlos Adrizzo, amigo do pai de Carlos que estava construindo este exato barco que acabou sendo o vencedor da prova.

Carlos contou que quando surgiu a oportunidade de repetir o velejo do pai, ele pensou que “tinha que ir de qualquer jeito, movi montanhas para sair uma semana de trabalho, mas, graças a Deus, deu tudo certo”. Tripulante do veleiro Congere, Carlos descreveu a prova como “uma velejada maravilhosa, dura, bastante vento, contra-vento, mas o barco se portou muito bem”.

HISTÓRICO DA REGATA PUERTO BUCEO – RIO GRANDE

Em 10 fevereiro de 1963, doze veleiros partiram das proximidades da boca do Puerto del Buceo, no Uruguai rumo ao Brasil na que ficou conhecida como a primeira edição da Regata Puerto Buceo – Rio Grande, o batismo náutico oceânico internacional que o sul do Brasil ansiava.

A primeira edição da Regata Puerto Buceo – Rio Grande foi realizada em duas etapas, a primeira em mar aberto até Rio Grande e a segunda de Rio Grande a Porto Alegre pela Lagoa dos Patos.

Após um intervalo de quase dez anos, em 02 fevereiro de 1975, começou a segunda edição Regata Puerto Buceo – Rio Grande, organizada pelos clubes Rio Grande Yacht Club, Veleiros do Sul e Yacht Club Uruguayo. Nessa edição a regata percorreu 300 milhas náuticas, saindo de Puerto Buceo, no Uruguai com a chegada em Rio Grande, Brasil.

Novamente a comunidade náutica se organizou para saciar o anseio de uma regata internacional que reunisse velejadores do Brasil, Argentina e Uruguai, unido os povos destes três países. Assim foi retomada a iniciativa embrionária de 1965, procurando preencher essa lacuna e atender o desejo latente da comunidade.

No ano seguinte, em 21 de fevereiro de 1976 foi realizada a terceira edição da prova e ultima que se tem notícia desde então. Também promovida pelos clubes Rio Grande Yacht Club, Veleiros do Sul e Yacht Club Uruguayo, percorrendo o percurso de Porto Buceo à Rio Grande, conectando as principais capitais náuticas do Cone Sul.

As edições de 1975 e 1976 mantiveram esse espírito de integração e competição, consolidando o evento como um símbolo da cooperação náutica trinacional e do potencial esportivo da vela oceânica na região do Prata e do Sul do Brasil.

A Regata Rio de la Plata – Rio Grande 2026 é uma realização do Rio Grande Yacht Club, Yacht Club Uruguayo, Yacht Club Argentino e Festimar com patrocínio: Wilson Sons, Equinautic, Portos RS e SAAM Towage, e apoio: Marinha do Brasil, Prefeitura do Rio Grande, Swan Hotéis, Plan Madeiras, Spot de Aluguel, Livedot, Catavento Meteorologia, Reparmar Reparos Navais, Marfrig, Souwd House, Manobras Serviços Marítimos, Sindanave, Comel Rio Grande e Embrasmaqui.

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